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Escore de Genebra revisado (TEP)

Probabilidade clínica de tromboembolismo pulmonar.

Fatores de risco
Sintomas
Sinais clínicos
Frequência cardíaca

Resultado

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Interpretação

PontosProbabilidade clínicaPrevalência de TEP no grupo
0-3Baixa8%
4-10Intermediária28%
11 ou maisAlta74%

Fórmula

Soma dos pontos dos itens marcados, de 0 a 22.

Quando usar

Estimar a probabilidade pré-teste de tromboembolismo pulmonar no paciente hemodinamicamente estável com dispneia, dor torácica ou síncope. Usa só a história e o exame físico, sem imagem e sem item subjetivo; por isso é reprodutível entre médicos. Define se basta o D-dímero ou se é preciso ir direto à angiotomografia.

Como interpretar

Escore de Genebra revisado: 0-3 pontos - probabilidade baixa, 4-10 - intermediária, 11 ou mais - alta. Na versão de dois níveis, 0-5 - TEP improvável, 6 ou mais - provável. Com probabilidade baixa ou intermediária, D-dímero negativo exclui TEP; com probabilidade alta, vai-se à angiotomografia qualquer que seja o D-dímero.

Armadilhas

  • Não se aplica a choque e hipotensão: no paciente instável a probabilidade é alta por definição, e são necessárias ecocardiografia ou tomografia de urgência.
  • A taquicardia tem peso grande; por isso, com betabloqueador, o escore fica subestimado, e com febre ou dor intensa, superestimado.
  • Em gestantes o escore não foi validado na população original; para elas há algoritmos próprios.
  • D-dímero negativo com probabilidade alta não exclui o diagnóstico: é o erro de uso mais frequente.
  • Em idosos o ponto de corte do D-dímero se ajusta pela idade; sem isso, a proporção de falsos positivos sobe muito.

Próximos passos

Probabilidade baixa e intermediária: D-dímero. Resultado negativo encerra a investigação sem imagem; positivo leva à angiotomografia. Probabilidade alta: angiotomografia direto e, se ela atrasar, iniciar a anticoagulação no paciente sem alto risco de sangramento. Com TEP confirmado, avaliar o risco de morte precoce e decidir entre internação e tratamento ambulatorial.

Evidências

O escore de Genebra revisado foi proposto por Le Gal e colaboradores em 2006, numa coorte de pacientes de serviços de emergência com suspeita de TEP; a versão original, de Wicki, exigia gasometria e radiografia. Depois foram validadas a versão simplificada, com pesos iguais para os itens, e a interpretação em dois níveis. As diretrizes europeias de diagnóstico e tratamento do TEP consideram o escore de Genebra e o de Wells instrumentos equivalentes para estimar a probabilidade pré-teste.

Fontes

  1. Le Gal G, Righini M, Roy PM, et al. Prediction of pulmonary embolism in the emergency department: the revised Geneva score. Ann Intern Med 2006;144:165-71.