Critérios de elegibilidade para contraceptivos (OMS)
Categoria da OMS para cada classe de método contraceptivo, conforme as condições da paciente.
Resultado
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| Método | Início | Continuação |
|---|---|---|
| Pílula combinada, adesivo e anel vaginal | ||
| Injetável combinado mensal | ||
| Pílula só de progestagênio | ||
| Injetável de progestagênio (AMPD, NET-EN) | ||
| Implante de levonorgestrel ou etonogestrel | ||
| DIU de cobre | ||
| DIU com levonorgestrel |
Interpretação
| Categoria | Significado |
|---|---|
| 1 | Sem restrição ao uso do método. |
| 2 | As vantagens do método geralmente superam os riscos teóricos ou comprovados. |
| 3 | Os riscos teóricos ou comprovados geralmente superam as vantagens do método. |
| 4 | Risco inaceitável à saúde com o uso do método. |
3/4: a categoria depende da gravidade do quadro.
Fórmula
Para cada método vale a pior categoria entre as condições marcadas, separadamente para o início e para a continuação do uso.
Quando usar
Escolha do método contraceptivo diante de tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, cefaleia e enxaqueca, câncer de mama e doenças do fígado. Avalia a segurança do método na condição da paciente, não a sua eficácia.
Como interpretar
Quatro categorias. 1 - uso sem restrição. 2 - as vantagens geralmente superam os riscos, o método pode ser indicado. 3 - os riscos geralmente superam as vantagens: o método só quando não há alternativa e com acompanhamento. 4 - risco inaceitável à saúde, o método não é indicado. Na prática, a linha divisória: 1-2 se indica, 3-4 em geral não.
Armadilhas
- A categoria vale para a classe do método, não para um produto: a dose de estrogênio e o tipo de progestagênio variam dentro do grupo.
- Com várias condições, as categorias não se somam: vale a pior. Mas a combinação de fatores (idade e tabagismo, enxaqueca e hipertensão) pesa mais do que cada um isoladamente.
- Os critérios não avaliam eficácia, aceitabilidade nem tolerância: categoria 1 não quer dizer a melhor escolha para aquela mulher.
- Interações medicamentosas que reduzem a eficácia dos métodos hormonais se verificam à parte.
- Idade, pós-parto e amamentação, diabetes, epilepsia e as demais condições da tabela da OMS não entram no cálculo e se verificam à parte.
Próximos passos
Categoria 1-2: prescrever e acompanhar como de rotina, avaliando a tolerância. Categoria 3: discutir alternativas e, se não houver outra escolha, garantir o acompanhamento. Categoria 4: excluir o método e buscar o substituto pela mesma condição, e não pela lista geral: no câncer de mama atual, os métodos só de progestagênio e o DIU com levonorgestrel também são categoria 4; na doença hepática grave, ficam na categoria 3; na trombose venosa profunda em anticoagulação, os métodos só de progestagênio e o DIU de cobre são aceitáveis. Refazer a categoria para cada classe considerada, em vez de levar a decisão tomada para os métodos combinados. Tratar à parte a contracepção de emergência e a proteção contra infecções.
Evidências
Critérios médicos de elegibilidade para uso de contraceptivos da OMS, 6ª edição, de 2025, em vigor, que substituiu a 5ª edição, de 2015; com base neles foram feitas adaptações nacionais, entre elas os critérios do CDC dos Estados Unidos. As categorias se apoiam em revisões sistemáticas para cada condição e método e são revistas à medida que surgem novos dados.